Vi uma reportagem nesse feriado que me fez pensar muito. Segundo a reportagem o TJ-SP proibiu a distribuição do livro : “Cem melhores contos brasileiros do século” para alunos de 11 a 17 anos nas escolas estaduais. Segundo essa liminar o livro apresenta conteúdo pornográfico e palavrões, o que segundo eles seria inadequado para esses alunos. Nesse livro o professor Ítalo Mariconi reúne contos e crônicas de varios autores brasileiros tais como: João do Rio, Clarice Lispector, Lima Barreto, Graciliano Ramos, Carlos Drummond de Andrade, Dinah Silveira de Queiroz, J.J.Veiga, Rubem Fonseca, Ana C. César, Otto Lara Resende, Fernando Sabino, Hilda Hilst, Dalton Trevisan, Moacyr Scliar, Lygia Fagundes Telles, Victor Giudice, João Antônio, Luiz Fernando Veríssimo, Raduan Nassar e Nélida Piñon, entre outros. Autores esses consagrados na nossa literatura. Os deputados não encaram esse ato de proibição como um ato de censura, mas como uma forma de proteger esses alunos desse conteúdo inadequado. Mas deixemos tanta hipocrisia de lado, e encaremos a nossa atual realidade. Realidade essa em que um número cada vez maior de adolescentes e crianças a partir de 11 anos já iniciou sua vida sexual, já é pai e mãe de família. Onde programas de tv e novelas e sites na internet exibem sem nenhum pudor coisas muito mais graves do que as descritas no livro. Já enojada com tanta hipocrisia lembrei-me do texto de Ulisses Tavares cujo o tema é:" Por que o jovem não deve ler!" e concluir que é muito mais comodo proibir a leitura desse e de outros livros do que incentivar esses e outros estudantes a ler. Afinal como disse Ulisses Tavares " Se ler, vai querer participar como cidadão dos destinos do País. Não vale à pena o esforço..." ( By Noeme Rodrigues)
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Comer, rezar e amar....
"Começa quando o objeto de afeto concede a você uma dose alucinogênica de algo que você nunca admitiu querer, uma massa emocional de amor e excitação. Logo você começa a querer essa atenção como um drogado. Quando não lhe dão, você fica doente, louco e fica com raiva da "traficante" que lhe deu esse vício, mas agora se recusa a lhe dar. Filha da mãe, ela dava aquilo de graça. No próximo estágio, você está magro, tremendo por aí, vendendo a alma só para provar daquilo mais uma vez. Agora, o objeto de adoração evita você. Ela olha para você como se não o conhecesse. A ironia é que você não pode culpá-la. Está acabado, nem você se reconhece. Agora chegou ao destino final da paixão tola: A completa desvalorização de si mesmo." (Comer , Reza e Amar)
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